Campus Party – Terceiro Dia!

O terceiro dia do Campus Party mostrou um debate com uma apresentação internacional, a Heather Champ – gerente de comunidades do Flickr. Além das palestras de C++ na seção de desenvolvimento, o pessoal da Sun na área de Software Livre apresentou o NetBeans 6.0 para desenvolver aplicativos J2ME. Além disso o Luciano Ramalho apresentou a linguagem Python por fim encerramos com a apresentação do Jomar Silva sobre o ODF e a guerra com o OpenXML da Microsoft

UPDATE As fotos já foram até do quarto dia já estão atualizadas no Flickr.

Mais um grande dia no prédio da Bienal no Ibirapuera! Acordamos cedo novamente! Mas decidimos correr pelo parque do Ibirapuera para conhecer melhor o lugar, e sair para ver um outro lado do evento, a natureza presente no parque.

Parque do Ibirapuera Parque do Ibirapuera Parque do Ibirapuera

 

 

E essa corridinha pelo parque custou ao Mauro o mini-curso de robótica: Inteligência Artificial Para Jogos, mas estou tentando recuperar isso, e postando o material aqui assim que possível.

No fim das contas, a primeira palestra que vimos foi a ‘estrela’ do Flickr, Heather Champ (Community Manager do Flickr Internacional). Foram demonstradas diversas funcionalidades do Flickr (que para mim eram desconhecidas, mas pelo que pude ver a maioria ali já as conhecia), como por exemplo a edição online de fotos (essa sim, realmente novidade). E como era de se esperar ela foi muito questionada sobre sua opinião quanto a venda do Yahoo! para a Microsoft, principalmente no que se referia ao futuro do Flickr na transação. Ela, porém, foi paciente, e simplesmente disse que não tinha opinião a respeito do assunto. Após a palestra aconteceu algo que achei muito legal, Heather Champ deu uma coletiva aos blogueiros de plantão, e alguns detalhes podem ser vistos aqui.

Heather Champ at Campus Party Brazil

Em seguida o Mauro participu do mini-curso de Desenvolvimento em C++ que finalmente mostrou a que veio! Foi uma excelente introdução ao C++, desenvolvimento de classes, objetos de I/O, Herança e um pouquinho de polimosfismo (que será mais explorado hoje na última parte do curso). O pessoal que só conhecia C puro, saiu de lá satisfeito.

dsc02172

Enquanto isso, acontecia também uma oficina de mobilidade, que o Maluta comparaceu, na qual:

  • Ganhamos um CD com a verso 6.0 do NetBeans.
  • Aprendemos alguns conceitos da interface.
  • Foi desenvolvido uma aplicação J2ME utilizando o código ou fazendo uso das interfaces gráficas que auxiliam.

E teve mais Ginga, hoje sim a oficina de Ginga completa aconteceu (mas ainda ocorrerão mais algumas palestras relacionadas ao Ginga/TV digital durante a semana), foram apresentados vários exemplos de interatividade, explicada toda camada abaixo do Ginga, na qual a TV digital brasileira é baseada, e claro como se desenvolve a interatividade, o sincronismo, o suporte aos múltiplos dispositivos, a adaptabilidade ao usuário e como é feito o suporte a edição ao vivo. Bom não vou dar detalhes pois o assunto é extenso e digno de um post próprio (contando possíveis testes de desenvolvimento), assim que voltarmos para a rotina.

Acompanhamos também a palestra do Jomar Silva, ODF e a guerra de padrões no qual foi abordado, dentre outras, a seguinte questão: Como podemos preservar o conhecimento, hoje armazenado na forma digital, de modo que no futuro haja compatibilidade para resgatar esse conteúdo?

O ODF é uma especificação (receita) aberta para diversos formatos de arquivos, como: planilhas, textos e apresentações. Esta define regras, para que desenvolvedores de software possam produzir ferramentas (programas) compatíveis entre si, sem pagar royalties. Isso permite que o conhecimento produzido seja acessível. Vejamos um exemplo: hoje, a Microsoft possui um padrão bem conhecido: o .doc (e para os usuários da versão mais nova o .docx) e muito popular. Contudo, o que muita gente não sabe é que esse formato é proprietário e apenas uma empresa [a Microsoft] tem a receita perfeita de como construir esses arquivos. Então, se você edita um texto no Word, você fica amarrado ao programa, sem portabilidade e sem garantias futuras, pois a cada nova versão do programa muda-se a “receita” e seu texto pode não ser mais acessível. Imagine que daqui a 20 anos precisem regastar o conteúdo de um arquivo salvo no formato .doc, como a receita não é aberta, precisaremos obter a mesma versão do programa de 20 anos atrás e recriar o ambiente capaz de ler esse arquivo. Logo, é muito importante saber como você está salvando seu conhecimento na forma digital, para que no futuro você não seja surpreendido não conseguindo mais acessar o conteúdo que você mesmo produziu. Não podemos deixar acontecer o mesmo que aconteceu com a biblioteca de Alexandria onde todo o conhecimento escrito da humanidade foi destruído em um incêndio, e como apenas um lugar detinha todos os arquivos, não foi possível recuperá-los.

Para maiores detalhes dessa palestras, acesse esse tópico no Radar Cultura.

Phyton

  • Conceitos da linguagem Python
  • Exemplo usando o modo interativo da linguagem
  • Projetos/Idéias

E finalmente a tão comentada, “Balada Nerd” no Campus Party aconteceu! A galera aqui do Software Livre agitou a festa arrumando itens para a fantasia e a galera do CP compareceu! Claro que não foi metade do que é uma verdadeira balada, afinal a escassez de mulheres e cerveja sempre são problemas em festas. Mas o que mais revolta são coberturas infelizes em blogs ditos sérios, que utilizam de momentos da festa para dizer que ela toda foi ruim. Não foi! Foi uma balada geek! Com Tux na roda e tudo!

O dia acabou assim, de madrugada rolou um install fest de OpenSolaris que o Maluta observou, até a hora em que encontrou o Henrique da ENEC (o pessoal que foi no EMECOMP 2006 deve lenbrar). O Mauro já tinha ido dormir…

4 Respostas

  1. “Não podemos deixar acontecer o mesmo que aconteceu com a biblioteca de Alexandria onde todo o conhecimento escrito da humanidade foi destruído em um incêndio, e como apenas um lugar detinha todos os arquivos, não foi possível recuperá-los.”

    E qual foi a solução apontada???? Ahh tah… Radar Cultura.. .. lá vou eu….

    Muito massa!

  2. Hey Lucas!
    Não entendi bem se era uma pergunta, mas sua questão:
    ‘E qual foi a solução apontada????’

    É simples! O ODF é a solução, conforme o texto ilustra. Não será possível rever documentos em determinados formatos proprietários, depois que eles deixam de ser suportados. Até onde sei, o MS Office 2007 tem esse problema para abrir os padrões antigos da própria MS. Para abrí-los usa-se um plugin extra, o que pra mim é ridículo!
    Utilizando um padrão aberto, caso uma aplicação deixe de suportá-lo, você ainda tem a liberdade de vizualizar o padrão e projetar uma aplicação que a suporte.
    []’s

  3. Lembrando que a Microsoft disponibilizou recentemente o binário dos seus formatos do Office.
    Segundo o site(abaixo, da própria MS) os formatos liberados não serão apenas os do Office.

    http://www.microsoft.com/interop/osp/default.mspx

    Eu vi essa noticia no MeioBit, segue o link do post.

    http://www.meiobit.com/abertas-especificacoes-de-formatos-do-microsoft

    Novamente parabéns pela cobertura, vocês conseguiram fazer uma cobertura bem melhor do que vários blogs mais “experientes”.

    Abraços, Força Sempre!

  4. Oi!
    a Léa Fagundes já está lá no educarede.
    abçs
    http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais&id_especial=294

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